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Falecimento de Muhammad Ali

Falecimento de Muhammad Ali
junho 06
10:56 2016

O governo brasileiro emitiu uma nota sobre o falecimento do ex-boxeador Muhammad Ali, falecido no dia quatro deste mês.

Muhammad Ali morreu nos Estados Unidos, aos 74 anos, no dia 03 de Junho de 2016, vítima de uma doença degenerativa. Estava internado com graves problemas respiratórios em um hospital de Phoenix (Arizona), cidade onde vivia, quando sua morte foi declarada. A família divulgou nota à imprensa que dizia que “depois de uma batalha de 32 anos contra o mal de Parkinson, Muhammad Ali se foi aos 74 anos”.

Em 04 de Junho de 2016, um porta-voz da família informou em entrevista coletiva, que Muhammad Ali morreu por conta de um choque séptico devido a causas naturais não especificadas.

Ministério das Relações Exteriores

Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 203

4 de junho de 2016

Falecimento de Muhammad Ali

Recebemos com pesar a notícia do falecimento de Muhammad Ali, ganhador da medalha de ouro no boxe na Olimpíada de Roma, em 1960, e ex-campeão mundial dos pesos-pesados, hoje, nos Estados Unidos.

Um dos inigualáveis atletas de seu tempo, Ali deixa como legado uma vida dedicada à luta por direitos civis que transcendeu as fronteiras do esporte, bem como uma história pessoal de defesa do desenvolvimento espiritual, social e econômico dos afrodescendentes. Como pugilista e ativista, Muhammad Ali será lembrado pela superação de limites físicos e sociais.

José Serra

Ministro das Relações Exteriores

Vida de Muhammad Ali

Nascido no estado do Kentucky, começou vencendo os Jogos Olímpicos de 1960. Conquistou o título de campeão dos pesos pesados ao derrotar Sonny Liston em 1964. Perdeu o título em 1967 e foi proibido de atuar por três anos e meio por ter se recusado a lutar no Vietnã. Recuperou o posto ao ser reabilitado, mas logo perdeu para Joe Frazier. Ganhou de novo o título em 1974 ao vencer George Foreman em luta realizada no Zaire (retratada no documentário “Quando éramos Reis”), perdeu-o em 1978 para Leon Spinks e em seguida retomou-o de Spinks. Retirou-se do boxe quando ainda era campeão.

Foi o único boxeador que até hoje suportou 12 assaltos com o maxilar quebrado (luta com Ken Norton, em 1973). Converteu-se ao Islamismo (mudando de nome para Muhammad Ali-Haj) e lutou contra o racismo.

Muhammad Ali pode ser considerado o primeiro esportista a aliar marketing com política. Exemplo disso foi seu desempenho antes da luta com George Foreman no Zaire. Ali utilizou todo seu conhecimento do pan-africanismo para se colocar como o lutador da África, enquanto Foreman ficou como símbolo da alienação negra americana, episódio este retratado no filme “Quando Éramos Reis”, de 1974. Ali entrou para história da década de 60 quando se negou a lutar na Guerra do Vietnã. “Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque eu lutaria contra ele?”.

Nos últimos anos de vida Muhammad Ali teve a doença de Parkinson, diagnosticada no início da década de 1980. Em 2010, Ali foi a Israel para tratar a doença. O trabalho foi feito com células tronco adultas. Os testes até então realizados com ratos tiveram sucesso, mas sua eficácia em seres humanos ainda será testada.

Em 2001, Will Smith interpretou Muhammad Ali no filme Ali.

Por diversas vezes anunciou-se a luta entre Ali, o campeão mundial dos profissionais, contra o cubano Teófilo Stevenson, campeão mundial dos amadores e campeão olímpico, mas devido a problemas técnicos e políticos essa luta jamais ocorreu.

Em 2010, Muhammad junto com a cantora Christina Aguilera fizeram a propaganda em prol das vítimas do terremoto que destruiu o Haiti.

Fonte: www.itamaraty.gov.br

pt.wikipedia.org

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2 Comentários

  1. Sonia Regina
    Sonia Regina junho 08, 00:13

    Gostaria de receber um boletim do Voz da Turquia.

    Obrigada.

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