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Até onde pode ir a Turquia na retaliação ao Curdistão iraquiano?

Até onde pode ir a Turquia na retaliação ao Curdistão iraquiano?
setembro 27
14:12 2017

A Turquia reagiu com furor contra o referendo de independência do Curdistão iraquiano, afirmando que todas as opções, inclusive militares, estão sobre a mesa. Apesar da retórica marcial, no entanto, o governo de Ancara parece reservar seus golpes. Embora a consulta ocorrida na segunda-feira não seja vinculante, o governo turco teme que a criação de um estado curdo no Iraque tenha repercussões na região: primeiro no norte da Síria e depois na própria Turquia, onde o Exército combate uma violenta rebelião separatista curda.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, está furioso com o líder da província autônoma curda do norte do Iraque, Massoud Barzani, que manteve a consulta apesar dos pedidos da Turquia para anular o pleito.

— Todas as opções estão sobre a mesa neste momento — declarou o chefe de Estado nesta terça-feira, em referência a uma ação militar, enquanto o Exército turco realiza há uma semana manobras em sua fronteira com o Iraque.

Erdogan também ameaçou fechar a fronteira terrestre turco-iraquiana, assim como as comportas do oleoduto que permite ao Curdistão iraquiano exportar, por meio do porto turco de Ceyhan (sul), a maior parte de seu petróleo.

— Quando fecharmos as comportas, isso acabará. Todos os seus investimentos vão se evaporar — ameaçou, sem detalhar uma data para aplicar a medida.

POSSIBILIDADE DE GUERRA

O presidente também chegou ao extremo de falar sobre uma possibilidade de guerra. E foi até mais longe: “se Barzani e o governo regional do Curdistão não retificarem rapidamente esse erro, ficarão marcados na história com a desonra de terem levado a nossa região a uma guerra étnica e religiosa”.

Sendo a principal via de exportação do petróleo curdo do Iraque, a Turquia dispõe, em teoria, de um potente arsenal de recursos capazes de asfixiar Erbil economicamente. Esta medida “bloquearia as artérias coronárias que irrigam o coração do Curdistão”, destaca Anthony Skinner, consultor no Verisk Maplecroft. A independência do Curdistão iraquiano ficaria assim “desprovida de sentido”, acrescenta.

Além desta arma, a Turquia dispõe de um conjunto de medidas de retorsão, diz Ziya Meral, do Centro de Análise Histórica e de Pesquisa sobre os Conflitos do Exército Britânico (CHACR), destacando os controles fronteiriços e o cancelamento de voos. Se a Turquia fechar a sua fronteira, disse Erdogan nesta terça-feira, a população do Curdistão iraquiano “não encontraria o que comer nem o que vestir”.

Mas apesar de todos esses recursos, Ancara deve mostrar prudência, posto que suas próprias sanções ao Curdistão podem ter graves repercussões econômicas para a Turquia, destacam ambos os especialistas.

Empregados da comissão eleitoral penduram banners do lado de fora de posto onde eleição acontecerá. – SAFIN HAMED / AFP

Sob o impulso de Erdogan e Barzani, Ancara e Erbil estreitaram nos últimos anos as relações comerciais muito frutíferas, ao ponto da região curda do Iraque se tornar, depois da Alemanha, o segundo mercado das exportações turcas. O governo turco deve levar em conta as 1.300 empresas nacionais que operam no Curdistão iraquiano, assim como a importância do comércio transfronteiriço para a criação de empregos no sudeste da Turquia, indica Skinner. Em consequência, destaca, impor duras sanções poderia prejudicar o próprio país.

SANGUE FRIO

Ancara e Bagdá, cujas relações nos últimos meses não têm sido boas, multiplicam os contatos, assim como com Teerã, que também se opõe à criação de um Estado curdo. Erdogan advertiu as autoridades curdas do Iraque sobre o risco de isolamento, destacando que o governo israelense é o único na região que apoia a sua iniciativa. Mas, para Ancara, uma das principais incógnitas é a posição da Rússia.

Moscou destacou a importância da integridade territorial do Iraque, mas a empresa russa de energia Rosneft anunciou contratos para a construção de oleodutos no Curdistão iraquiano que permitiriam a esta região reduzir a sua dependência da Turquia.

No âmbito do Interior, o governo turco também está sob pressão de seus aliados ultranacionalistas (do MHP), adeptos de um enfoque radical e de um discurso midiático “guerreiro”. Mas outros tantos pedem que Ancara adote uma posição mais pragmática.

“A Turquia terá que agir com sangue frio”, assinalava nesta terça-feira o cronista Taha Akyol no jornal Hürriyet.

Originalmente publicado em: https://oglobo.globo.com/

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