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Fontes internas da OTAN suspeitam de golpe encenado na Turquia

Fontes internas da OTAN suspeitam de golpe encenado na Turquia
fevereiro 17
13:09 2017

A avaliação dominante na OTAN é clara: o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, encenou o golpe contra si mesmo.

Fonte superiores da OTAN dizem ao aldrimer.no que acreditam que o próprio Erdogan encenou o golpe. Contudo, eles enfatizam que não existe alguma documentação da OTAN por escrito para essa alegação, pois ela é simplesmente delicada demais. Isso porque todas as nações membro têm o direito de acessar todas as informações de inteligência coletadas pela Aliança.

1.600 nomes

Mas a avaliação dominante da OTAN é bem clara.

“Os oficiais superiores, generais de três e quatro estrelas, e os que trabalharam com a Turquia por 30 a 40 anos e que monitoraram oficiais turcos por quatro ou cinco anos, dizem que não acreditam que houve um golpe. Se as Forças Armadas Turcas quisessem realizar um golpe, eles teriam sido bem sucedidos. Isso é uma tradição na Turquia”, disse uma fonte da OTAN, sem nenhum traço de ironia.

“Eles tinham uma lista de 1.600 nomes já no dia seguinte de pessoas que queriam que sumissem”, acrescentou ele.

Tanques e aviões de combate

Na sexta-feira, 15 de julho de 2016, tanques turcos avançaram pelas ruas em Ancara e Istambul. Duas pontes sobre o Estreito do Bósforo foram fechadas. Caças também decolaram em Ancara, onde o Parlamento e o Palácio Presidencial foram atacados.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, estava de férias em Mármaris, no sul da Turquia, mas viajou naquela noite para Istambul em um jato particular.

Na manhã seguinte, relatos vindo da Turquia diziam que o golpe havia sido frustrado. Um expurgo sistemático e abrangente de militares, juízes e outros no aparato de poder turco foi iniciado imediatamente.

Um ano de preparação

Cerca de 80 a 90 por cento dos oficiais turcos que serviram na OTAN foram dispensados de seus cargos, o aldrimer.no ficou sabendo a partir de fontes confiáveis. Muitos dos que ousaram voltar para casa foram presos e um número significante foi morto, de acordo com as fontes da OTAN.

“Oficiais turcos que ainda têm contato com a OTAN disseram que Erdogan estava planejando o assim chamado golpe por um ano e possuía um lista de pessoas que queria fora”, disse uma fonte da OTAN. “Até agora não encontrei nenhum que acredite que tenha acontecido uma tentativa de golpe real”, disse a fonte.

Descrito como narcisista

Um think tank que a OTAN usa regularmente emitiu uma avaliação confidencial do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, como sendo um narcisista.

O relatório de inteligência comercial está disponível para oficiais da OTAN e estados membro através do Centro de Fusão de Inteligência da OTAN (NIFCA).

Dispersados

Uma das primeiras coisas que Erdogan fez depois do suposto golpe foi dividir a gendarmeria entre militar e paramilitar. Essas duas unidades anteriormente estavam organizadas sob a mesma alçada e vestiam o mesmo uniforme, apesar de que eram organizações diferentes com objetivos diferentes.

A gendarmeria, em particular, era leal a Erdogan e participava ativamente nos expurgos depois dos eventos na Turquia no meio de julho. Contudo, muitos oficiais das Forças Armadas Turcas também desfrutaram de promoções depois de exibirem lealdade ao presidente.

A OTAN notou que um oficial turco na sede militar da OTAN, SHAPE, em Mons na Bélgica, foi promovido abruptamente de major para coronel.

Recusou-se a comentar

O Secretário Geral Jens Stoltenberg se recusou a comentar sobre o assunto ao aldrimer.no. O assessoria de imprensa da OTAN respondeu com uma declaração por escrito que pediu que fosse atribuída a uma “autoridade da OTAN”. Em uma declaração a assessoria de imprensa afirmou que “o Secretário Geral da OTAN comentou publicamente sobre o golpe fracassado e suas consequências, e discutiu essas questões com a liderança política turca”. E prosseguiu dizendo:

“Ele deixou claro que os responsáveis pelo golpe fracassado devem ser trazidos à justiça, e é importante que isso seja feito com completo respeito pelo Estado de Direito”.

A assessoria de imprensa da OTAN, contudo, não respondeu as perguntas específicas do aldrimer.no sobre as avaliações da OTAN sobre que estava realmente por detrás da tentativa de golpe na Turquia em julho de 2016.

O aldrimer.no contatou o gabinete do presidente da Turquia e ofereceu-lhe uma chance de comentar sobre o assunto. O gabinete não respondeu.

Kjetil Stormak

Fonte: www.aldrimer.no

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