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Astana: Turquia, Rússia e Irã devem criar mecanismo de auditoria do cessar-fogo

Astana: Turquia, Rússia e Irã devem criar mecanismo de auditoria do cessar-fogo
janeiro 25
10:45 2017

ASTANA – A Turquia, Rússia e Irã concordaram na terça-feira durante as conversas de paz em Astana em criar um mecanismo para auditar a implementação do cessar-fogo na Síria.

A decisão foi anunciada no fim das conversas na terça-feira pelo Ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kayrat Abdrahmanov, com os participantes exortando a contribuição e apoio de comunidade internacional às conversas de Genebra lideradas pelas Nações Unidas. As conversas de Genebra serão realizadas em 8 de fevereiro, e tanto o governo sírio e a oposição serão convidados.

As conversas em Astana reuniram pela primeira vez a oposição armada, os representantes do regime sírio, o Irã, a Turquia e a Rússia em uma iniciativa internacional.

Enquanto isso, na segunda-feira, a milícia curda da Síria, a Unidades de Proteção do Povo (YPG), o braço armado do Partido da União Democrática (PYD), curdo, disse que ela não estaria presa a qualquer decisão que vier das conversas de paz.

De acordo com a Reuters, o YPG disse em uma declaração: “Por não estarmos participando nessas conversas, enfatizamos que não estamos presos por quaisquer decisões vindas da conferência em Astana”.

“Nós na YPG acreditamos que as entidades que estão participando e que patrocinaram essas conversas são parte do problema na Síria para começo de conversa”, disse a YPG.

Não há figuras governamentais de alto escalão entre as delegações, com o vice-Subsecretário do Ministério das Relações Exteriores turco, Sedat Onal, representando a Turquia e o Enviado Especial da Rússia na Síria, Alexander Lavrentiev, e o vice-Ministro das Relações Exteriores russo, Mikhail Bogdanov, representando a Rússia.

Enquanto que o Embaixador das Nações Unidas da Síria, Bashar al-Jaafari, um nagociador experiente envolvido nas conversas fracassadas em Genebra, chefiou a delegação do regime, Mohamed Alloush do Jaish al-Islam (Exército do Islam) chefiou a delegação da oposição síria nas conversas. Ele liderou uma “delegação militar” de cerca de 14 pessoas, além de 21 conselheiros legais e políticos do grupo guarda-chuva de oposição, o Comitê de Negociações de Alto-Nível (HNC).

O Enviado das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura, o Ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, o vice-Ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Jaber Ansari, o Embaixador americano em Astana, George Krol, e representantes da França, Inglaterra e da União Europeia também participaram das conversas.

Em dezembro, depois que o presidente russo Vladimir Putin e seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan, discutiram com o presidente do Cazaquistão Nursultan Nazarbayev a possibilidade de realizarem um reunião em Astana entre as partes em guerra no conflito sírio, Putin disse que os líderes da Turquia, Irã, Síria e Rússia estavam preparados para iniciarem as conversas de paz.

A trégua em Alepo mediada pela Turquia e a Rússia, que começou na Síria em 30 de dezembro para preparar o caminho para novas conversas de paz, excluiu grupos terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) e o Jabhat Fateh al-Sham.

Os grupos rebeldes curdos PYD e YPG, que controlam a maioria das áreas no norte da Síria, estão sendo excluídos das conversas em cumprimento dos desejos da Turquia.

Fonte: www.turkishminute.com

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