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Líder da Diyanet nos Países Baixos acusado de espionar para Erdogan

Líder da Diyanet nos Países Baixos acusado de espionar para Erdogan
dezembro 14
12:46 2016

O presidente da Diyanet, organização guarda-chuva de mesquitas turco-holandesa, coletou nomes de pessoas que simpatizam com o clérigo turco Fethullah Gulen e transmitiu para o regime do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o próprio presidente da organização admitiu em uma entrevista com o jornal holandês Telegraaf publicada na quarta-feira.

De acordo com Yusuf Acar, o diplomata do governo turco nos Países Baixos e presidente da Diyanet, a informação que ele transmitiu para a Turquia é informação pública que ele mesmo coletou na internet. “Como um diplomata, coletei informações que qualquer um pode encontrar na internet”, disse ele ao jornal. Ele disse que encontrou informações sobre supostos membros da “FETO” nos Países Baixos.

FETO é um termo derrogatório cunhado pelo governo turco para se referir ao movimento Gulen (Hizmet) como uma organização terrorista apesar da falta de qualquer decisão judicial nesse sentido.

Acar enfatizou que ele foi o único a fazer isso e que nenhum imã estava envolvido.

Na sexta-feira a filial holandesa da Diyanet e a embaixada turca negaram as acusações de que informações sobre os apoiadores de Gulen estejam sendo transmitidas para Erdogan, chamando as acusações de “absolutamente incorretas”.

De acordo com site de notícias holandês RTL Nieuws, o partido político cristão Apelo Democrático Cristão (CDA) é uma das organizações mencionadas como uma apoiadora de Gulen. Sybrand Buma, líder do CDA, ficou furioso. “A interferência é bizarra e inaceitável”, disse ele ao radialista. “As alegações são ridículas e falsas. Elas mostram até onde a propaganda de Ancara alcança. Novamente está claro que o governo turco está tentando se meter com as relações com os Países Baixos. O governo deve chamar o embaixador para que se esclareça”.

A Secretária de Estado Jetta Klijnsma dos Assuntos Sociais também convocou as pessoas que se sentirem intimidadas pela Diyanet a relatarem isso à polícia.

A Turquia sobreviveu a uma tentativa de golpe militar em 15 de julho que matou mais de 240 pessoas e feriu outras mil. Imediatamente após a tentativa, o governo juntamente ao Presidente Recep Tayyip Erdogan colocaram a culpa no movimento Gulen (Hizmet).

Apesar de o erudito islâmico turco Fethullah Gulen, cujas ideias e opiniões inspiraram o movimento, e o próprio movimento terem negado a acusação, Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo lançaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições estatais, desumanizando suas figuras populares e colocando-as sob custódia.

Mais de 115.000 pessoas foram expurgadas dos órgãos estatais, passando de 90.000 foram detidas e mais de 39.000 foram presas desde a tentativa de golpe. Entre os presos estão jornalistas, juízes, promotores, policiais, militares, acadêmicos, governadores e até um comediante. Os críticos argumentam que as listas de simpatizantes de Gulen foram elaboradas antes da tentativa de golpe.

Fonte: www.turkishminute.com

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