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AKP diz que a Turquia pode fazer um referendo sobre a presidência executiva em abril

AKP diz que a Turquia pode fazer um referendo sobre a presidência executiva em abril
outubro 19
10:41 2016

O vice-presidente do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), Hayati Yazici disse que seu partido pode apresentar uma proposta para a introdução de uma presidência executiva na Turquia ao Parlamento em janeiro e que um referendo sobre a questão pode ser realizado em abril.

Falando ao canal NTV na quarta-feira, Yazici disse que uma presidência executiva poderia ser introduzida em um pacote de emenda constitucional que inclui 12 a 15 artigos.

A proposta [sobre mudar para uma presidência executiva] poderia ser discutida no Parlamento em janeiro. Um referendo poderia ser feito em abril”, disse Yazici.

O líder do Partido do Movimento Nacionalista (MHP), Devlet Bahceli, desencadeou um novo debate sobre a introdução de uma presidência executiva na Turquia na semana passada quando ele disse que havia uma situação de fato na Turquia a repeito de seu estilo de governança e que o Presidente Recep Tayyip Erdogan estava atuando como um presidente executivo apesar de seu posto ser em grande parte cerimonial. Bahceli disse que a situação precisa ser resolvida.

O AKP, que tem 317 deputados no Parlamento, precisa do apoio de ao menos mais 13 deputados de partidos de oposição para levar uma emenda constitucional sobre uma mudança para uma presidente executiva até um referendo. Atualmente, existem 133 deputados do Partido Popular Republicano (CHP), 59 do Partido Democrático Popular (HDP), que é pró-curdo, 40 deputados do MHP e um independente no Parlamento Turco.

O CHP e o HDP são contra uma mudança para a presidência executiva.

O posto do presidente é em grande parte cerimonial na Turquia; contudo, o Presidente Erdogan tem atuado como um presidente executivo desde sua eleição para o posto estatal mais alto em agosto de 2014. Erdogan é um forte apoiador de uma mudança para o sistema presidencial. No entanto, os críticos dizem que Erdogan quer uma presidência executiva “estilo turco”, sem fiscalizações nem limites, uma que tem o objetivo de criar um regime de um homem só.

Fonte: www.turkishminute.com

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