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Erdogan: EUA não extraditar Gulen será um “grande erro”

Erdogan: EUA não extraditar Gulen será um “grande erro”
julho 21
10:04 2016

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse que será um “grande erro” se os EUA não extraditarem o clérigo Fethullah Gulen, que vive em um exílio autoimposto nos Estados Unidos, após uma tentativa de golpe fracassada em 15 de julho de 2016, em uma entrevista com a Al Jazeera.

Erdogan para @Ajenglish: “Pode haver outros países envolvidos na tentativa de golpe de sexta-feira” – Al Jazeera English, 20 de julho de 2016.

Erdogan também disse que o governo está tentando fazer tudo dentro das fronteiras da legalidade em resposta ao golpe, e também disse que a França realizou atos similares contra terroristas depois dos ataques lá.

Gulen apelou a Washington para que rejeitasse qualquer pedido da Turquia para extraditá-lo, em uma declaração em 19 de julho de 2016, de acordo com um comunicado da Alliance for Shared Values (AFSV).

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan mais uma vez demonstrou hoje que tomará quaisquer medidas necessárias para solidificar seu poder e perseguir seus críticos” lia a declaração. “É ridículo, irresponsável e falso sugerir que tive algo a ver com esse horrível golpe fracassado. Exorto ao governo americano que rejeite qualquer tentativa de abuso do processo de extradição para realizar vinganças políticas”.

Ao sobreviver ao uma tentativa de golpe militar na noite de 15 de julho, o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) se apressou em acusar o Hizmet (também conhecido como Movimento Gulen) de estar por detrás da tentativa. O Hizmet repudiou insistentemente tais alegações, condenando qualquer intervenção contra um governo eleito democraticamente.

O AKP tem há muito tempo acusado o Hizmet, uma iniciativa social de base que realiza atividades de caridade ao redor de todo o globo, de tentar derrubar o governo do AKP e tem rotulado o Hizmet como “estrutura paralela”. O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, disse que esforços para expurgar os membros da “estrutura paralela” estão sendo realizados em todas as instituições estatais, em 18 de julho de 2016.

Diversos intelectuais tanto na Turquia quanto em outros países continuam a insistir que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan usa a tentativa de golpe como uma desculpa para conduzir expurgos massivos em importantes órgãos governamentais, incluindo o judiciário e entre os militares, e que preenche as posições vagas com os que são leais a ele.

Fonte: www.tr2w.com

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