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Jornalista Bülent Keneş é sentenciado por criticar Erdogan

Jornalista Bülent Keneş é sentenciado por criticar Erdogan
março 28
14:54 2016

O ex-colunista e ex-editor-chefe do Today’s Zaman, Bülent Keneş, foi sentenciado a dois anos e sete meses de prisão por “insultar” o Presidente Recep Tayyip Erdoğan em uma série de tweets.

O 44º Tribunal Criminal de Primeira Instância de Istambul anunciou sua decisão em um caso movido contra o jornalista por Erdoğan sob acusações de insultar o presidente. O tribunal sentenciou Keneş a dois anos e sete meses de prisão, alegando que seus comentários no Twitter “foram além dos limites do criticismo.”

No progresso do julgamento, Keneş foi preso em 9 de outubro de 2015 sob acusações de “insultar” o Presidente Erdoğan em uma série de tweets, mas o jornalista disse que estava simplesmente expressando sua opinião crítica.

Depois de ser detido na prisão por cinco dias, o 8º Tribunal de Paz Penal de Istambul decidiu soltar Keneş, aguardando o julgamento.

Também no ano passado, um tribunal de Âncara, em seis de junho, decidiu condenar Keneş e emitir uma pena de prisão suspensa de vinte e um meses por causa de um tweet que, alegam, insultou Erdoğan.

Keneş não mencionou o nome do presidente no tweet. A sentença de prisão atraiu condenação de todo o mundo, com Bruxelas demonstrando preocupação com a liberdade de imprensa na Turquia.

A pressão sobre os jornalistas tem aumentado rapidamente na Turquia ao longo dos últimos anos. Tornou-se quase que algo diário Erdogan e os dirigentes do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (o Partido AK) processarem jornalistas, ou por suas reportagens, ou simplesmente por um tweet que não gostaram. Muitos jornalistas estão enfrentando acusações de terrorismo, ou de supostamente terem insultado autoridades estatais.

Recentemente, centenas de pessoas foram indiciadas, e algumas detidas, depois de terem sido acusadas de insultar Erdogan, desde de que ele foi eleito presidente em agosto de 2014. Especialmente jornalistas antigoverno e figuras públicas têm sido alvo da polícia e promotores sob a alegação de terem insultado Erdogan. Esses acontecimentos são amplamente considerados como um novo método de intimidar oponentes políticos que não compartilham do ponto de vista do governo.

Dezenas de pessoas, incluindo os jornalistas Cengiz Çandar, Ahmet Altan, Sedef Kabaş, Hidayet Karaca e Mehmet Baransu, estudantes do ensino médio, ativistas e até Merve Büyüksaraç, ex-Miss Turquia, foram processados por insultar Erdogan nas mídias sociais, como o Twitter e o Facebook.

A lei que faz com que insultar o presidente seja um crime de ofensa tornou-se um método de intimidação contra pessoas que se posicionam fortemente em sua crítica contra Erdogan.

Traduzido por: Renato José Lima Trevisan

Fonte: www.turkishminute.com

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