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O homem que convida as almas para ficarem sempre jovens

O homem que convida as almas para ficarem sempre jovens
março 09
14:45 2016

O homem quem convida as almas para ficar sempre jovens

Na minha vida, como Suécia, Itália e Índia sempre foi diferente o lugar do povo do Brasil, desse pais enorme e belo, que tem uma mentalidade aberta como o universo, tem corações grandes como o mundo. Venham de onde eles vierem, será uma oportunidade de enriquecer para quem sabe o valor dos encontros, dos acordos e das conversas com eles.

Em Julho passado, foi um prazer reencontrar com dois cantores-compositores lendários Gilberto Gil e Caetano Veloso, que quase eles tem 70 anos. Na semana passada, eu experimentarei outro encontro similar enquanto eu estava escutando Cristóvam Buarque que tem uma influência forte no processo diplomático e social do Brasil, no reunião da Abant com titulo “ Oposição e Manifestação em um Mundo Indefinido” sobre os movimentos parecidos de resistência social em São Paulo e em Gezi de Istambul.

Lutou contra corrupção

Buarque, um idealista dedicado ao sistema de ensino, surgido no movimento de esquerda da década de 1960, teve toda a sua vida centrada na igualdade e no pacifismo para estabelecer uma ordem social. A jornada deste homem interessante que simboliza em si mesmo a paixão pela liberdade que eu vejo em todo brasileiro que eu conheço, de uma maneira, é igual com o que aconteceu no seu próprio pais.

As razões que o tornam muito especial são que desvinculou-se do sólido-fanático movimento de esquerda, que voltou para seu país com objetivo de uma reforma radical na educação do país resolvendo adequadamente em hoje o dilema da liberdade-igualdade através da iluminação espiritual e do autoquestionamento no exílio que ele viveu, que tomou seu lugar na luta política do Brasil democrático pós-fascismo e que ele lutou incondicionalmente contra a corrupção na parte esquerda. De qualquer maneira, a pessoa que nós ouvimos na Reunião Abant, é um sábio e intelectual famoso com ideias enraizadas no mundo acadêmico.

Este é um Manifesto

CCBT (Centro Cultural Brasil-Turquia) e BAKUM (Centro Cultural Brasil-Anatólia) que fazem muitos trabalhos benéficos, fez mais um trabalho muito criativo e traduziu um livro muito valioso, no mesmo momento é muito privado, do Buarque. (O livro nao é vendido mas tenho certeza que Bakum ajuda para quem se interesse.)

A inspiração do Buarque nesse livro foi um livrinho de trinta paginas “Indignai-vos” de Stephane Hessel que escreveu para juventude de hoje.

Enquanto a Turquia vai a deriva de despotismo só por causa de ambição da uma pessoa, talvez esse manifesto seja uma perspectiva de esclarecer as mentes das pessoas que aceitaram de ser preso nesse destino infeliz com o silencio dos inocentes, quem são como os três macacos ou avestruz contra cada passo ilegal. Vamos ver algumas partes do livro.

‘O tempo de criar a Utopia’

“Mais do que nunca, os jovens, precisam de uma utopia. Se até pouco a utopia era um sonho para construir o paraíso na Terra, agora ela é, em primeiro lugar, o sonho para impedir os desastres: da catástrofe ecológica e da desigualdade social rompendo o sentimento de semelhança entre os homens.”

“Os jovens, mais do que os velhos, precisam assumir duplo compromisso: frear o desastre e construir a utopia. Antes disto, porém, precisam inventar a utopia. Diferente de seus pais, que herdaram sonhos a serem construídos e que se mostraram impossíveis ou inconvenientes, agora é preciso formular o desenho de um novo projeto utópico. Já não basta sonhar com a igualdade plena sacrificando a liberdade, como propunham os socialistas; nem esperar que o mercado ofereça a todos a abundância do consumo, como sonhavam os capitalistas. Estas duas alternativas mostraram-se falsas promessas para realizar o sonho de um mundo com a perfeição possível para atender os sonhos utópicos.”

“Ao fracassarem, mostraram que a revolução industrial com seus propósitos de produção, consumo e renda, e sua lógica de uma racionalidade anti-espiritual, não estão sendo capazes de construir um mundo eficiente e harmônico.”

Diga “Não”

“Não se acostume. Sinta alergia a monotonia. Reaja ao habito que toma conta da gente ao viver em um mundo perverso; e contra a pior das maldades que é se acostumar com ele. Não se acostume a falta de ar em um mundo sem sonhos. Nem ao vicio de desejar apenas o possível. Não se acostume com a velhice antes do tempo. E, quando ela chegar, não pare de desejar o impossível, mesmo sabendo que não terá tempo para construi-lo, nem vê-lo. O mundo esta cheio de pessoas tesouras cortando asas de sonhos. Acostumar-se é morrer.”

“ Reaja as duvidas, procurando as respostas. E quando encontrar com aquelas que lhe dão certezas, procure novas duvidas. Cada vez que se acostumar com as respostas, mude as perguntas. Não aceite duvidas sem procurar responde-las, nem certezas sem formular questionamentos.”

“Reaja contra a falta de liberdade. Grite, grite sempre e o mais alto possível contra o silencio que acomoda e engana. Reaja contra o partido único, criado pela submissão e a conivência dos bajuladores e oportunistas; grite alarmado contra o pensamento único criado pela mudez conformada, assustada ou conivente dos intelectuais, pela imprensa medrosa ou comprada, ou simplesmente cega, sem capacidade de analise independente. Diga não. Sinta o orgulho de dizer não quando todos ao redor dizem sim. O prazer de nadar contra a corrente de ideias.”

Yavuz BAYDAR

11 Outubro 2015

Fonte: bugun.com.tr/

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