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A Turquia tem verdadeiros aliados militares?

A Turquia tem verdadeiros aliados militares?
agosto 03
14:56 2020

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, comentou em uma entrevista ao jornal General Anzeiger que Berlim cessou a venda de todos os tipos de armas para a Turquia, sendo a única exceção a marinha otomana.

Essa decisão foi tomada como consequência da política de Ancara na Síria, Líbia e Mediterrâneo, disse Maas, acrescentando que as ações da Turquia são “inaceitáveis” para a Alemanha.

Como a Alemanha foi o país que deu o maior apoio a Ancara e a Turquia é o maior importador de armas alemãs, surge a pergunta: resta algum aliado militar para a Turquia?

Para responder a essa pergunta, Sputnik conversou com Naim Baburoglu, especialista em estratégia militar, brigadeiro-general do Exército turco aposentado e professor da Universidade Aydin, em Istambul.

Apesar das declarações do ministro das Relações Exteriores da Alemanha e da escalada de tensões nas últimas semanas nas relações entre a Turquia e a Europa, Baburoglu indicou que essa proibição de exportação de armas não é algo novo.

De fato, essa iniciativa foi adotada pelos países da União Europeia, liderados pela França e Alemanha, quando a Turquia iniciou a operação da Fonte da Paz na Síria.

“Essencialmente, esta declaração de Maas se refere a um processo que começou naquele momento. Naquela época, era a Síria que estava na agenda do dia, hoje as questões predominantes são questões como a situação no Mediterrâneo Oriental e na Líbia”, destacou o especialista.

Apesar de as exportações de armas para a Turquia serem de grande importância para a Alemanha, Baburoglu salienta que as tensões entre os dois países podem continuar. Uma indicação adicional disso são as declarações da chanceler alemã em Atenas sobre os “passos provocativos da Turquia” no Mediterrâneo Oriental.

Alemanha: o intermediário entre a Turquia e a Europa

O especialista destacou que o país teutônico sempre se colocou em uma posição de intermediário entre os Estados europeus e a Turquia.

“Até agora, a Alemanha, representada por [Angela] Merkel, mostrou uma abordagem mais suave e diplomática em comparação com os países da OTAN e da UE, que adotaram uma posição anti-turca, especialmente a França e a Grécia”, explicou Baburoglu.

Segundo o analista, essa posição da Alemanha se deve ao fato de não querer entrar em uma confrontação aberta com a Turquia. Uma das razões é que Berlim não quer que todos os refugiados atualmente na Turquia sigam rumo à Europa. Portanto, o especialista tem certeza de que as relações turco-alemãs não atingirão o nível de tensão observado no caso da França.

Com isso, Baburoglu enfatizou que em questões da Síria, Líbia e Mediterrâneo Oriental, a Turquia enfrenta não apenas os países europeus, mas também os Estados Unidos, que não aprovam sua política regional.

“Alemanha, Itália, Grécia, Chipre do Sul, França e EUA estão presentes no Mediterrâneo Oriental: todos esses países querem encerrar os trabalhos petroleiros realizados pela Turquia. Isso, por sua vez, supõe um menosprezo pelos interesses nacionais da Turquia”. disse o especialista militar.

Portanto, dado o atual equilíbrio de forças, Baburoglu considera que o acordo entre a Rússia e a Turquia sobre a Líbia é de especial importância. Como ele explica, a colaboração entre os dois países no âmbito do processo Astana para resolver o conflito na Síria deve servir de exemplo para fazer o mesmo na Líbia.

“O acordo alcançado entre a Rússia e a Turquia é muito importante para ambas as partes. Suponho que, com a ajuda desse acordo, a Turquia possa equilibrar as tensões políticas em suas relações com a UE”, explicou.

A continuidade da colaboração russo-turca, de uma maneira similar ao que ocorre na Síria, é de importância estratégica para os interesses nacionais dos dois países do Mediterrâneo Oriental, concluiu Baburoglu.

Fonte: ¿Tiene Turquía verdaderos aliados militares? – Sputnik Mundo

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