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Polícia turca detém 62 ex-funcionários da bolsa de valores de Istambul

Polícia turca detém 62 ex-funcionários da bolsa de valores de Istambul
Maio 13
11:32 2017

ISTAMBUL — A polícia turca deteve 62 ex-funcionários da bolsa de valores de Istambul nesta sexta-feira por supostas ligações com o clérigo Fethullah Gülen, radicado nos Estados Unidos, acusado por Ancara de orquestrar a tentativa de golpe em julho, segundo um jornal local. Os suspeitos são os mais recentes detidos entre as cerca de 150 mil pessoas investigadas na Turquia por relações com o golpe fracassado. Cerca de 49 mil continuam em prisão preventiva.

Os suspeitos foram presos em operações simultâneas em seis províncias, incluindo Istambul e Ancara. Em Istambul, 102 pessoas tiveram a detenção ordenada por promotores como parte da investigação da relação da bolsa com o golpe. A polícia ao amanhecer fez buscas em 70 endereços, procurando os suspeitos que foram removidos dos seus postos na bolsa de Istambul após o golpe, de acordo com o jornal local “Haberturk”. As operações continuam tentando prender outros 36 suspeitos, quatro deles estão fora do país.

Na capital Ancara, os promotores também ordenaram a detenção de 38 pessoas, ex-funcionários de escolas ligadas a Gülen que foram fechadas após o golpe, disse a agência de notícias “Anadolu”. Segundo a agência, a polícia prendeu 16 na região da capital do país. A polícia continua a procura por mais 22 suspeitos, dos 38 que tiveram a detenção ordenada pelas autoridades turcas.

Na quinta-feira, os professores Nuriye Gulmen e Semih Ozakca protestaram no centro de Ancara contra o expurgo pós-golpe do governo que já custou o emprego de milhares de turcos. Magros e com a saúde debilitada, Gulmen e Ozakca fazem uma greve de fome de 64 dias depois que ambos perderam o emprego em uma caçada após a tentativa de golpe contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Cerca de 145 mil funcionários públicos, agentes de segurança e professores foram suspensos ou demitidos como parte de um expurgo em massa desde a tentativa de golpe, que deixou 240 mortos, a maioria deles, civis. O governo de Ancara culpou a rede do clérigo Fethullah Gülen pela tentativa de tomada do poder, mas ele nega o envolvimento. Na semana passada, a Turquia demitiu 107 juízes e promotores por ter supostas ligações à tentativa de golpe, tornando-se o maior expurgo desde que novos poderes foram concedidos a Erdogan, em um referendo feito no mês passado.

As detenções em massa eram inicialmente apoiadas por muitos turcos, que aprovavam Erdogan na sua caçada pós-golpe. Porém, as críticas aumentaram na medida em que as prisões aumentaram, com parentes de muitos detidos ou demitidos negando seu envolvimento no golpe. As medidas do governo turco provocam uma onda de indignação entre ONGs e países europeus, que denunciam uma repressão contra os círculos pró-curdos e a imprensa.

Fonte: http://extra.globo.com

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