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Tribunal turco proíbe acesso a sites que expõem corrupção, expurgo e tortura do governo nas prisões

Tribunal turco proíbe acesso a sites que expõem corrupção, expurgo e tortura do governo nas prisões
fevereiro 06
12:26 2017

De acordo com uma decisão recente de um tribunal em Ancara, foi proibido o acesso a vídeos no YouTube que expõem o envolvimento do governante Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) e da família do Presidente Recep Tayyip Erdogan em um enorme escândalo de corrupção, e a sites que fazem reportagens sobre os expurgos do governo e tortura nas prisões e centros de detenção, logo após uma tentativa fracassada de golpe em julho passado.

O site www.turkeypurge.com fez uma reportagem no domingo que dizia que o acesso ao seu site e endereço no Twitter foi bloqueado por uma decisão do 3º Juizado Penal da Paz de Ancara em 13 de janeiro, imediatamente depois que o Direção-Geral das Relações de Segurança do Primeiro-Ministro escreveu uma carta no mesmo dia sobre os sites, contas no Twitter e vídeos no YouTube que são “inconvenientes”.

O acesso aos sites turkeydeiskence.weebly.com , turkeypurge.com e iskenceraporu.com e a contas no Twitter sob os pseudônimos de @Turkeydeiskence e @TurkeyPurge foram bloqueados na Turquia. Os sites e contas no Twitter expõem reportagens e cartas das vítimas do amplo expurgo do governo e história de tortura nas prisões e violações dos direitos humanos na Turquia.

O tribunal também proibiu o acesso a vários vídeos no YouTube e a usuários do YouTube que vazaram gravações de conversas ao telefone entre o Presidente Erdogan e seu filho Bilal e também as conversas telefônicas de Bilal com vários empresários controversos, revelando o envolvimento da família Erdogan em corrupção, que foi levado ao público em dezembro de 2013, quando quatro ministros, filhos de ministros, políticos e empresários próximos ao AKP e à família Erdogan foram detidos como parte de uma investigação sobre um grande escândalo de corrupção.

Milhares de policiais, promotores, juízes (incluindo os que cuidaram das investigações de corrupção) e funcionários públicos foram primeiramente suspensos, então ou foram dispensados ou até presos por ligações com o movimento Gulen (que é baseado no fé). Sendo que o governo e Erdogan acusaram seus simpatizantes na burocracia do estado de estarem por detrás das investigações de corrupção.

O governo do AKP, que lançou uma guerra contra o movimento Gulen, logo após a erupção de um escândalo de corrupção, levou sua repressão incessante sobre o movimento e seus simpatizantes a um novo nível depois da tentativa fracassada de golpe em 15 de julho de 2016.

Apesar de o movimento negar fortemente ter qualquer papel na investigação de corrupção ou na tentativa de golpe, o governo acusa ele de ter orquestrado os dois, apesar da falta de qualquer evidência tangível.

Fethullah Gulen, erudito islâmico turco que inspirou o movimento, clamou por uma investigação internacional sobre a tentativa de golpe, mas o Presidente Recep Tayyip Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo iniciaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições estatais, desumanizando sua figuras populares e colocando-as sob custódia.

Mais de 135.000 pessoas foram expurgadas dos órgãos estatais e 43.000 foram presas desde a tentativa de golpe. Entre os presos estão jornalistas, juízes, promotores, policiais, militares, acadêmicos, governadores e até um comediante.

Fonte: www.turkishminute.com

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