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E-mail vazado mostra que não há alto comandante nas Forças Armadas Turcas ligado a Gulen

E-mail vazado mostra que não há alto comandante nas Forças Armadas Turcas ligado a Gulen
outubro 11
11:25 2016

Apesar de o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) alegar que uma tentativa de golpe fracassada ocorrida em julho foi perpetrada pelos generais legados ao movimento Gulen, que é baseado na fé, e-mails vazados de Berat Albayrak, o ministro das energias e genro do Presidente Recep Tayyip Erdogan, mostram que não há quaisquer generais nas fileiras das Forças Armadas Turcas (TSK) ligados ao movimento Gulen.

Três semanas atrás o grupo de hackers de computador marxista-leninista-maoísta turco, RedHack, anunciou que hackeou a conta de e-mail de Albayrak e avisou que divulgaria 20 GB de conteúdo se sua exigência pela soltura de dois escritores curdos e esquerdistas da prisão não fosse cumprida.

Depois que sua exigência foi ignorada, o grupo começou a divulgar informações confidenciais que revelaram uma teia de negócios obscuros e relações políticas.

O e-mail em questão está entre os milhares de e-mails vazados da conta de e-mail particular de Albayrak. Ele é datado de 3 de março de 2016 e foi enviado a Berat Albayrak por Serhat Albayrak, seu irmão e o CEO do Grupo de Mídia Turkuvaz, que dirige os jornais Sabah e Daily Sabah e as emissoras de televisão A Haber e ATV.

O e-mail, que foi enviado a Serhat Albayrak aparentemente pelas TSK e então encaminhado a Berat Albayrak, diz: “ As TSK são da opinião de que não há generais ou generais-tenente ligados à estrutura paralela em suas fileiras de acordo com sua investigação interna. Pensa-se que poderia haver uma ou duas figuras que tenham a patente de major-general, mas eles não estão na ativa e são mantidos sob vigilância”.

A estrutura paralela ou o estado paralelo são expressões usadas pelo governo e seus apoiadores para se referirem ao movimento Gulen.

O e-mail vazado contradiz totalmente a narrativa do governo que põe o movimento Gulen como responsável pela tentativa de golpe fracassada de 15 de julho, que ceifou a vida de mais de 240 pessoas e feriu outras mil.

Imediatamente após o golpe, o governo justamente ao Presidente Erdogan colocaram a culpa sobre o movimento Gulen, que é inspirado pelo erudito islâmico turco radicado nos EUA, Fethullah Gulen.

Apesar de Gulen e o movimento terem negado a acusação e clamado por uma investigação internacional, Erdogan – depois de chamar a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo lançaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento das instituições estatais, desumanizando suas figuras populares e colocando elas sob custódia.

No e-mail vazado, também é dito que as TSK concentraram sua atenção sobre generais-brigadeiro e coronéis-brigadeiro, bem como sobre a gendarmaria para ver se há quaisquer militares ligados a Gulen em suas fileiras.

O e-mail diz que durante a promoção de militares, uma decisão é feita sobre ela de acordo com os relatórios de inteligência da polícia e da Organização de Inteligência Nacional (MIT), com a visão dos altos comandantes, se há alguma reclamação contra eles e o que seus amigos que possuem a mesma patente pensam sobre eles.

Fonte: www.turkishminute.com

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