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Ministro das Energias: gulenistas são mais perigosos que o ISIS porque são estudados

Ministro das Energias: gulenistas são mais perigosos que o ISIS porque são estudados
outubro 07
16:04 2016

Berat Albayrak, ministro das energias turco e genro do Presidente Recep Tayyip Erdogan, disse em uma conferência que as pessoas afiliadas ao movimento Gulen são mais perigosas que os militantes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS, ISIL ou EI) porque eles são estudados e possuem “QIs mais altos” que o seu.

Albayrak recentemente discursou em um evento organizado por membros do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) na província de Gaziantep:

De um lado, há pessoas não estudadas que foram enganadas, que perderam suas famílias, que perderam a esperança. Do outro lado, há pessoas com QIs mais altos que o meu, que possuem estudos melhores que os meus, que se aprimoraram. Há juízes, comandantes e profressores entre eles. Ele também possuem um bom nível de renda. Contudo, o resultado não é nada além de traição”, declarou Albayrak.

O governo do AKP, que lançou uma guerra contra o movimento Gulen logo após a eclosão de um escândalo de corrupção no final de 2013 em que importantes membros do governo estavam envolvidos, levou sua repressão continuada sobre o movimento e seus simpatizantes um novo nível após uma tentativa de golpe fracassada em 15 de julho, que matou 240 pessoas e feriu outras mil.

Apesar de o movimento negar fortemente ter qualquer papel na investigação de corrupção ou na tentativa de golpe, o governo acusa ele de arquitetar e dirigir os dois, apesar da falta de qualquer evidência tangível.

O erudito islâmico turco, Fethullah Gulen, clamou por uma investigação internacional sobre a tentativa de golpe, mas o Presidente Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” — e o governo iniciaram um amplo expurgo direcionado a limpar os simpatizantes do moviemento de dentro das instituições estatais, deshumanizando suas figuras populares e colocando elas sob custódia.

Mais de 100.000 pessoas foram expurgadas dos órgãos estais, quase 70.000 detidas e 32.000 presas desde a tentativa de golpe. Os presos incluem jornalistas, juízes, promotores, policiais, militares, médicos, funcionários dos tribunais e até um comediante.

Fonte: www.turkishminute.com

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