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Turquia contribui para as mudanças climáticas

Turquia contribui para as mudanças climáticas
maio 04
15:16 2016
Um novo relatório do Istanbul Policy Center da Universidade de Sabanci revela que a atual politica energética da Turquia pode comprometer os esforços globais de redução das emissões dos gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.

Segundo o “Relatório de carvão: Políticas de carvão da Turquia relacionados às mudanças climáticas, Economia e Saúde“,  a estratégia energética do país se baseia nas reservas internas de lenhite e carvão para fins de geração de energia, além de importação de carvão.   Estão planejadas 70 novas usinas a carvão, que, em funcionamento, emitirão cerca de 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa – praticamente o mesmo que o país emitiu em 2013.  Pelos atuais planos de energia,  Turquia ficará em quarto lugar no mundo, depois da China, Índia e Rússia, em termos de maior número de usinas de energia movidas a carvão.
“Na sequência do Acordo de Paris, muitos países ao redor do mundo se comprometeram a abandonar a produção de energia baseada no carvão. Vimos também recentemente que os países em desenvolvimento, como China e Índia, também estão mudando para sistemas energéticos mais sustentáveis”, lembrou Ümit Şahin, editor do relatório e Senior Scholar em Istambul Policy Center.   “Ao seguir na direção do carvão, a Turquia prejudica esses esforços globais”.
Um dos 20 maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo, a Turquia viu suas emissões aumentaram 110% entre 1990 e 2013. Durante este período, a participação do carvão como fonte dessas emissões também aumentou, com o carvão contribuindo com aproximadamente 33% das emissões totais e aumentando 130 % durante este período de tempo.

O relatório analisa também os efeitos da política de carvão turca sobre a saúde, as alterações climáticas e a economia. Atualmente a qualidade do ar está abaixo de padrões da OMS em 80 de 81 províncias da Turquia. As usinas de energia movidas a carvão levam a uma sobrecarga nos gastos com saúde turco e no orçamento público. Ao fornecer incentivos para o carvão, a Turquia inevitavelmente se tornará mais dependente dos combustíveis fósseis. Isso pode levar a maiores emissões até e após 2050, na contramão das metas fixadas pelo Acortdo de Paris.

Notas aos Editores:

Para ter acesso ao relatório:
http://ipc.sabanciuniv.edu/publication/coal-report-turkeys-coal-policies-related-to-climate-change-economy-and-health/

Para ter acesso ao sumário executivo do relatório:
http://ipc.sabanciuniv.edu/en/wp-content/uploads/2015/11/CoalReport.pdf

Contatos para imprensa:

Egemen Can Ercelik
e-mail: [email protected]sabanciuniv.edu
İstanbul Policy Center
Universidade Sabanci

Sobre o Istanbul Policy Center

O Istanbul Policy Center é um instituto independente de pesquisa de políticas públicas com alcance global. Sua missão é promover a pesquisa acadêmica em ciências sociais e sua aplicação na elaboração de políticas públicas. O IPC tem experiência em uma ampla gama de áreas, incluindo educação, mudanças climáticas, as tendências atuais de transformação política e social da Turquia, bem como o impacto da sociedade civil e governança local sobre esta metamorfose.

Sobre Ümit Şahin:

Ümit Şahin é Senior Scholar do IPC e editor-chefe da revista Three Ecologies. Şahin é um dos fundadores da Associação dos Médicos para o Meio Ambiente, servindo como presidente da entidade entre 2002 e 2006. Em 2007, Şahin coordenou a campanha “Turquia assine Kyoto!”, que foi realizada pelo Partido Verde da Turquia, a quem ele serviu como co-porta-voz entre 2010 e 2012.

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