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Polônia desiste de receber refugiados

Polônia desiste de receber refugiados
março 24
15:09 2016

A Polônia desistiu da promessa de abrigar os refugiados previstos no acordo de relocação da União Europeia (UE), segundo a primeira-ministra do país, Beata Szydlo, o que altera a posição do país um dia depois dos atentados suicidas que mataram dezenas de pessoas na capital de facto do bloco econômico.

O governo anterior havia concordado em receber alguns milhares de pessoas sob o acordo acertado pelos 28 países da UE para cuidar das centenas de milhares de refugiados, em sua maioria do Oriente Médio, que chegaram ao bloco desde 2015. O novo governo, que se confrontou repetidamente com a UE sobre várias questões, inclusive jurídicas, desde que assumiu o poder depois das eleições de outubro, manifestou diversas vezes a preocupação de que é preciso eliminar riscos no processo de admissão dos refugiados.

“Vou ser bem clara: no momento, não vejo possibilidade de que migrantes venham à Polônia”, disse Szydlo à rede de TV Superstacja, ontem. Posteriormente, seu porta-voz, Rafal Bochenek, disse a jornalistas que o governo “não pode permitir que eventos na Europa Ocidental aconteçam na Polônia”.

A mudança de direção da Polônia representa um golpe para as promessas assumidas em 2015 para abrigar 160 mil refugiados na UE e um acordo acertado na semana passada para reduzir o fluxo de refugiados chegando às costas da Grécia vindos da Turquia.

Pelo acordo, cada migrante sírio que chegar à Grécia vai ser enviado de volta à Turquia e colocado no fim de uma lista de espera para entrar no país, enquanto outra pessoa esperando em um acampamento de refugiados vai ser admitida no bloco econômico. Cerca de 857 mil sobreviveram à travessia pelo mar Egeu em 2015 e mais de 144 mil o cruzaram neste ano.

Cerca de 53% dos poloneses são contra aceitar refugiados, segundo pesquisa feita em janeiro pelo centro CBOS. Uma proporção menor, 41%, é a favor de oferecer-lhes abrigo temporário e apenas 4% dos consultados disseram que o país deveria permitir que eles fiquem permanentemente.

Por Marek Strzelecki

Fonte: www.valor.com.br

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