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União Europeia critica deportação de 6 turcos de Kosovo

União Europeia critica deportação de 6 turcos de Kosovo
abril 04
14:00 2018

Maja Kocijancic, uma porta-voz da União Europeia, rechaçou a prisão e deportação em 29 de março de seis cidadãos turcos de Kosovo devido a suas ligações com o Movimento Gulen, dizendo que o incidente levanta questões quanto ao respeito ao devido processo legal.

Em um desenvolvimento que causou revolta por todo o mundo, a polícia de Kosovo prendeu cinco educadores que trabalhavam em escolas ligadas ao Movimento Gulen, que é baseado na fé, em Kosovo, e também um médico, na última quinta-feira, e depois disso a Organização da Inteligência Nacional (MIT) da Turquia os conduziu à Turquia.

“A prisão e subsequente deportação de seis cidadãos turcos que residiam legalmente em Kosovo levanta perguntas sobre o respeito ao devido processo legal,” disse Kocijancic, acrescentando que o estado de direito é um princípio fundamental da União Europeia.

Referindo-se às aspirações de Kosovo de se tornar um membro da União Europeia, a porta-voz da UE disse, alinhado com sua determinação de construir um futuro livre e democrático, e também como delineado no Acordo de Estabilização e Associação com a União Europeia, todas as ações das instituições locais de Kosovo estão comprometidas ao completo respeito ao estado de direito e à promoção do respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais.

“Procedimentos arbitrários quanto a prisão, detenção ou exílio vão contra esses princípios,” acrescentou ela.

O incidente enviou ondas de choque por todo o mundo e em Kosovo, onde o primeiro-ministro, Ramush Haradinaj, que disse que não estava ciente da remoção dos cidadãos turcos para a Turquia, demitiu o ministro da interior e o chefe do serviço de inteligência do país por não conseguirem informá-lo sobre a prisão dos cidadãos turcos.

Quanto à Turquia, Kocijancic disse que enquanto que a União Europeia entende a necessidade de trazer os perpetradores da tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 à justiça, quaisquer supostos delitos ou crimes deveriam estar sujeitos ao devido processo e normas internacionais bem estabelecidas quando quando buscassem uma extradição.

“O direito de todo indivíduo a um julgamento justo precisa ser completamente respeitado. Como um país candidato à União Europeia e um membro do Conselho da Europa, a Turquia jurou cumprir esses princípios,” disse ela.

A Turquia começou as negociações para uma filiação completa à União Europeia em 2005. O progresso foi lento, e dos 35 capítulos necessários para se completar o processo de ascensão, apenas 16 haviam sido abertos e um havia sido fechado até maio de 2016. As conversas de ascensão ficaram congeladas como um resultado dos expurgos pós-golpe na Turquia.

O governo acusa o Movimento Gulen de orquestrar a tentativa de golpe, apesar de que o Movimento nega fortemente qualquer envolvimento.

Fonte: www.turkishminute.com

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