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ONU compara centros de migrantes a ‘zonas de confinamento forçado’

ONU compara centros de migrantes a ‘zonas de confinamento forçado’
junho 13
11:16 2016

Critica foi feita pelo Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Até crianças se encontram em centros cercados de alambrados, diz órgão.

Os centros de registro de migrantes que chegam às ilhas gregas procedentes das costas turcas são “vastas zonas de confinamento forçado”, denunciou nesta segunda-feira (13) o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein.

No Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, Zeid Ra’ad al-Hussein explicou que os funcionários do organismo observaram um “aumento preocupante de detenções de migrantes na Europa”, inclusive nos centros de registro construídos na Grécia e Itália.

“Até as crianças não acompanhadas se encontram com frequência em células carcerárias ou em centros cercados de alambrados”, advertiu Zeid.

Os acampamentos de registro de migrantes nas ilhas gregas, como o de Moria, foram transformados em centros de retenção fechados desde que entrou em vigor o acordo UE-Turquia em 20 de março, que prevê o envio para a Turquia praticamente de forma sistemática de todos os migrantes em situação irregular.

O Alto Comissário pediu à União Europeia a criação de um sistema que permita contabilizar as detenções.

“Estes números seriam, temo, chocantes”, disse, antes de lamentar “a retórica antimigrantes” que está se espalhando por todo o continente europeu.

Zeid elogiou, no entanto, os esforços de certas cidades europeias para responder às necessidades dos migrantes, como Lampedusa e Paris, mas recordou que das 160.000 pessoas que os países europeus se comprometeram a receber em setembro de 2015, apenas 1.600 foram abrigadas até o momento.

No total, 208.150 migrantes chegaram a Europa este ano passando pelo Mediterrâneo, e mais de 2.850 morreram ou estão desaparecidos, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

A maioria (157.119) é de sírios, afegãos e iraquianos que chegaram à Grécia depois de passar pela Turquia. Quase 50 mil, sobretudo pessoas da África subsaariana, entraram na Itália procedentes das costas líbias.

Fonte: g1.globo.com

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