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Autoridades brasileiras apreendem 1,3 toneladas de cocaína em jato privado turco

Autoridades brasileiras apreendem 1,3 toneladas de cocaína em jato privado turco
agosto 06
20:34 2021

A polícia brasileira apreendeu na quarta-feira 1,3 toneladas de cocaína escondida em malas em um jato privado pertencente à transportadora turca ACM Air e alugado por um passageiro espanhol, informou o site de notícias Gazete Duvar.

Agentes da alfândega brasileira realizaram na quarta-feira uma busca no jato no Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto e descobriram 24 malas contendo drogas pertencentes a González Valdez, um espanhol que embarcou no avião no Aeroporto Internacional Fortaleza-Pinto Martins em Fortaleza, Brasil. O avião estava se dirigindo para a Bélgica.

A polícia brasileira divulgou um vídeo da operação, compartilhado no Twitter pelo membro do conselho municipal de Istambul, Ali Kıdık, do Partido İYİ (Bom), na quarta-feira.

Türk iş jetinde onlarca valiz dolusu kokain yakalandı. Brezilya Fortaleza Havalimanı’ndan Belçika’ya uçacak olan yolcununun olduğu iddia edilen kokainlere el konuldu. Yolcu ve pilotlar gözaltına alındı pic.twitter.com/NymFfU0XaJ

– Ali KIDIK (@alikdk) 4 de agosto de 2021

“Dezenas de malas contendo cocaína foram apreendidas em um jato comercial turco. A cocaína, alegadamente pertencente a um passageiro que estava voando do aeroporto de Fortaleza no Brasil para Bruxelas, Bélgica, foi confiscada. O passageiro e os pilotos foram levados sob custódia”, Kıdık tweetou.

No vídeo os policiais brasileiros são vistos questionando o piloto turco sobre uma mala, e o piloto diz que ela pertence à Valdez. Em seguida, a polícia pede ao passageiro espanhol para abrir a mala. Os policiais fazem um teste rápido com o pó na mala e confirmam que se trata de cocaína.

A ACM Air emitiu uma declaração na qual negou qualquer responsabilidade pela cocaína encontrada em seu jato.

“Gostaríamos [de] informar ao público que o cliente em questão e seus pertences pessoais não estão ligados de nenhuma forma à nossa empresa ou à nossa tripulação aérea, e a responsabilidade pelo controle dos pertences dos passageiros cabe completamente às autoridades aeroportuárias, e nossa tripulação aérea e nosso avião serão trazidos à Turquia o mais rápido possível após a conclusão dos procedimentos legais”, disse a declaração.

Enquanto isso, o jornalista Timur Soykan alegou que o jato em questão já pertenceu ao Primeiro Ministério, quando estava operando sob o número de cauda TC-ATA. “O jato turco em que malas cheias de cocaína foram apreendidas no Brasil costumava pertencer ao Primeiro Ministério, com o número de cauda TC-ATA, que era muito famoso no passado. Seu número de cauda foi mudado para TC-GVA antes de ser vendido”, disse Soykan tweetou.

Brezilya’da içinde valizler dolusu kokain yakalananan Türk jeti, eskiden çok meşhur olan Başbakanlığa ait TC ATA uçağı. Adı daha sonra https://t.co/inJaZhcaz1 TC GVA yapılmış ve satılmıştı. değiştirilip

– timursoykan (@timursoykan) 4 de agosto de 2021

A repressão da polícia brasileira ao contrabando de drogas veio depois que o chefe da máfia turca, Sedat Peker, revelou o suposto envolvimento do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) da Turquia no tráfico internacional de cocaína, alegando que a Turquia havia se tornado parte de uma nova rota para o contrabando de cocaína, graças aos esforços dos políticos governantes da Turquia.

Peker havia reivindicado em um vídeo recentemente publicado no YouTube que Erkan Yıldırım, filho do ex-vice-presidente Binali Yıldırım, que atualmente é vice-presidente do AKP, fazia parte de uma grande rede de tráfico de drogas envolvendo a Venezuela e a Turquia.

De acordo com Peker, Erkan Yıldırım viajou para a capital venezuelana de Caracas em janeiro e fevereiro para estabelecer uma nova rota de tráfico de drogas após uma incursão na Colômbia no ano passado, quando as autoridades colombianas apreenderam 4,9 toneladas de cocaína com destino à Turquia. Peker disse que as medidas implementadas pelas autoridades colombianas forçaram a rede turca de tráfico de drogas a encontrar uma nova rota através da Venezuela.

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