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Jornalistas turcos pró-Erdogan pedem pelo assassinato dos seguidores de Gulen no exterior

Jornalistas turcos pró-Erdogan pedem pelo assassinato dos seguidores de Gulen no exterior
junho 16
11:28 2018

Os jornalistas Cem Kucuk e Fuat Ugur, que são ferrenhos partidários do presidente autocrático da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, fizeram um apelo na quinta-feira pelo assassinato dos seguidores do Movimento Gulen, que é baseado na fé, e que estejam no exterior, durante uma transmissão ao vivo no canal de notícias TGRT.

O Movimento Gulen é acusado pelo governo turco de planejar uma polêmica tentativa de golpe em 15 de julho de 2016, uma afirmação que o movimento nega veementemente.

Ugur citou Ismail Hakki Pekin, ex-chefe de inteligência do Estado Maior, que havia dito na emissora de TV Habertürk: “Aqueles da FETO [um termo depreciativo usado pelos círculos do governo para se referir ao Movimento Gulen] que traíram e fugiram devem ser exterminados e essa é a responsabilidade da República da Turquia” e Ugur acrescentou que ele concorda totalmente com ele.

Kucuk, um jornalista pró-governo ferrenho conhecido por seus ataques aos críticos do governo nas redes sociais, sugeriu que os partidários do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) que vivem no exterior estavam dispostos a realizar os assassinatos e que a Organização Nacional de Inteligência da Turquia (MIT) tem a autoridade para realizar tais atos no exterior. Kucuk acrescentou que os turcos que vivem no exterior estavam dispostos a se sacrificar e sabem onde os seguidores de Gülen estão vivendo.

“Veja como a Inglaterra e os EUA estão matando pessoas. Eles podem fazer as execuções parecerem um ataque cardíaco ou um acidente de carro. Por que os corações daquelas pessoas da FETO nunca param?” Ele continuou.

Fethullah Gülen, que inspirou o movimento Gülen, negou veementemente ter qualquer papel no golpe fracassado e pediu por uma investigação internacional sobre o caso, mas o presidente Erdoğan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo iniciaram um expurgo generalizado com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições do Estado, desumanizando suas figuras populares e colocando-as sob custódia.

Devido à contínua caça às bruxas contra o Movimento Gulen, milhares de seguidores de Gulen tiveram que deixar a Turquia e buscar refúgio no exterior para evitar a perseguição do governo.

Pelo menos 161.751 pessoas foram detidas ou investigadas e 50.334 pessoas foram presas na Turquia no contexto da campanha massiva de caça às bruxas do governo turco que visa supostos membros do Movimento Gulen desde a controversa tentativa de golpe em 15 de julho de 2016, segundo as estatísticas relatadas pela agência estatal de notícias Anadolu, baseando-se em informações retiradas das autoridades do Ministério da Justiça da Turquia em 13 de junho. (turkishminute.com)

Fonte: https://stockholmcf.org/pro-erdogan-turkish-journalists-call-for-assassination-of-gulen-followers-abroad/

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