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Os casos do Movimento Gulen não estarão na pauta da Turquia em 2018

Os casos do Movimento Gulen não estarão na pauta da Turquia em 2018
janeiro 03
12:44 2018

O ministro da justiça turco, Abdulhamit Gul, disse na segunda-feira que os casos contra membros do Movimento Gulen (que é baseado na fé), que o governo turco culpa pelo golpe fracassado em julho de 2016, não mais estaria na pauta da Turquia.

Em uma entrevista com o jornal pró-governo Sabah, Gul disse que o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) espera que os seguidores do Movimento Gulen recebam as sentenças requeridas nos julgamentos em que são acusados de estarem envolvidos na tentativa de golpe de 15 de julho de 2016.

“Os membros de nosso judiciário têm trabalhado com grande sacrifício a si mesmos. Os casos da FETO [acrônimo para Organização Terrorista de Fethullah Gulen, usado pelo governo do AKP para se referir ao Movimento Gulen] não estarão na pauta da Turquia em 2018. A nossa expectativa é de que os golpistas recebam as sentenças requeridas dentro dos limites da lei. Os nosso tribunais definitivamente não estão funcionando como máquinas de punição automáticas”, disse ele.

A Turquia sobreviveu a uma tentativa de golpe militar em 15 de julho de 2016 que matou 249 pessoas e feriu mais de mil outras. Imediatamente após a tentativa, o governo do AKP, juntamente com o Presidente Recep Tayyip Erdogan, fixaram a culpa no Movimento Gulen, apesar da falta de qualquer evidência para nesse sentido.

Fethullah Gulen, que inspirou o Movimento, negou fortemente ter qualquer pepel no golpe fracassado e clamou por uma investigação internacional sobre o caso, mas o Presidente Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo iniciaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições estatais, desumanizando suas figuras populares e colocando-as em custódia.

No meio de uma caça às bruxas que vem ocorrendo voltada ao Movimento Gulen, o ministro do interior turco, Suleyman Soylu, em 16 de novembro, disse que 48.739 pessoas haviam sido presas e oito propriedades e 1.020 empresas confiscadas como parte de operações contra o Movimento.

O ministério da justiça da Turquia anunciou em 13 de julho que 50.510 pessoas foram presas e 169.013 estiveram sujeitas a procedimentos legais sob acusações de golpe desde o golpe fracassado.

A Turquia suspendeu ou dispensou mais de 150.000 juízes, professores, policiais e funcionários públicos desde 15 de julho de 2016 através de decretos do governo emitidos como parte de um estado de emergência que vem ocorrendo desde então.

Fonte: www.turkishminute.com

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