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Erdogan exorta as pessoas a não demonstrarem misericórdia ao Movimento Gulen

Erdogan exorta as pessoas a não demonstrarem misericórdia ao Movimento Gulen
dezembro 18
13:38 2017

No meio de uma caça às bruxas que vem ocorrendo, voltada ao Movimento Gulen, que é baseado na fé, o Presidente Recep Tayyip Erdogan, no sábado, exortou as pessoas a não demonstrarem misericórdia ao Movimento, dizendo que quem se compadece receberá misericórdia, informou a agência de notícias estatal Anadolu.

“Estou exortando os que fazem parte dessa estrutura [Movimento Gulen]. Vocês ainda não o deixarão? Estou dizendo isso claramente: quem se compadece receberá misericórdia. Há milhares na prisão”, disse Erdogan durante um comício público na província Yalova.

Hikmet Genc, colunista do jornal pró-governo Yeni Safak, um partidário ferrenho de Erdogan, disse na quinta-feira que os seguidores do Movimento Gulen em breve não seriam capazes de andar livremente nos EUA, ameaçando-os ao dizer: “Não durmam em paz à noite”.

“Vamos destruí-los todos no nosso tempo, se Deus quiser. Eles serão enterrados como cachorros entre cruzes [cristãos] em lugares como a Pensilvânia. Eles não serão capazes de encontrar um imã para recitar [a oração final em seus funerais]. Eles serão enterrados na terra de infiéis. Não há lugar até para seus caixões aqui. Não vou aceitar. Seus caixões serão queimados. Não tenho respeito [por seus mortos]”, disse ele.

Na terça-feira, outro colunista pró-Erdogan, Cem Kucuk, juntamente ao jornalista Fuat Ugur, disse que a inteligência turca deve matar membros da família de seguidores de Gulen que estão presos, para transformar os detentos em agentes do regime de Erdogan.

Ele também falou sobre desculpas sobre prováveis mortes de seguidores de Gulen, tais como acidentes de trânsito, suicídios, suicídios em massa, morte por uso excessivo de álcool, morte por overdose, pular de uma ponte a problemas de dívida e saúde.

Erdogan e seu governo lançaram uma guerra aberta contra o Movimento Gulen logo após as operações de corrupção de dezembro de 2013, na qual o círculo interno do governo do AKP e do então Primeiro-Ministro Erdogan foram envolvidos.

Erdogan também acusa o Movimento Gulen de arquitetar uma tentativa fracassada de golpe na Turquia em 15 de julho de 2016.

Apesar de o movimento negar fortemente ter algum envolvimento no golpe fracassado, Erdogan lançou uma caça às bruxas voltada ao Movimento logo após o golpe fracassado.

O ministro do interior, Suleyman Soylu, disse em 12 de dezembro que 55.665 pessoas haviam sido presas e 234.419 passaportes revogados como parte de investigações sobre o Movimento Gulen desde a tentativa fracassada de golpe em 15 de julho de 2016.

Soylu, em 16 de novembro, disse que 48.739 pessoas haviam sido presas e oito propriedades e 1.020 empresas confiscadas como parte de operações contra o Movimento.

O Ministério da Justiça anunciou em 13 de julho que 169.013 pessoas estiveram sujeitas a procedimentos legais sob acusações de golpe desde o golpe fracassado.

A Turquia suspendeu ou dispensou mais de 150.000 juízes, professores, policiais e funcionários públicos desde 15 de julho de 2016 através de decretos governamentais emitidos como parte de um estado de emergência que vem ocorrendo.

Fonte: www.turkishminute.com

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