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Jornalista pró-governo diz que matar os seguidores de Gulen, até suas crianças, é uma obrigação religiosa

Jornalista pró-governo diz que matar os seguidores de Gulen, até suas crianças, é uma obrigação religiosa
Maio 08
12:27 2017

Huseyin Adalan, um jornalista que trabalha para vários veículos de mídia pró-governo, disse que é uma obrigação religiosa matar os seguidores do movimento Gulen, que é baseado na fé, e até suas crianças.

Escrevendo em sua conta no Twitter na domingo, Adalan disse que é “wajib”, um termo islâmico que significa obrigação religiosa, matar os que demonstram misericórdia aos seguidores do movimento Gulen e que até as crianças dos seguidores de Gulen deveriam ser mortas.

“O grande estado turco deveria demonstrar seu enorme poder”, escreveu ele em seu controverso tweet, que atraiu amplas críticas nas mídias sociais.

Adalan escreve colunas para o jornais pró-governo Yeni Soz, Milat e Istiklal.

É muito comum para jornalistas pró-governo na Turquia empregar discurso de ódio contra os seguidores do movimento Gulen, que é acusado pelo governo turco de ter arquitetado uma tentativa fracassada de golpe em 15 de julho.

A fracassada tentativa de golpe militar matou mais de 240 pesssoas e feriu mais de mil outras. Imediatamente após a tentativa de golpe, o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), juntamente ao Presidente Recep Tayyip Erdogan, colocaram a culpa sobre o movimento Gulen, apesar da falta de qualquer evidência nesse sentido.

Fethullah Gulen, que inspirou o movimento, negou fortemente ter qualquer papel no golpe fracassado e clamou por uma investigação internacional sobre ele, mas o Presidente Erdogan – chamando a tentativa de golpe de “um presente de Deus” – e o governo iniciaram um amplo expurgo com o objetivo de limpar os simpatizantes do movimento de dentro das instituições estatais, desumanizando suas figuras populares e colocando-as sob custódia.

De acordo com uma declaração do Ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, em 6 de maio, 149.833 pessoas foram investigadas e 48.636 foram presas como parte de uma investigação visando o movimento Gulen desde a tentativa de golpe de 15 de julho na Turquia.

Fonte: www.turkishminute.com

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