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EUA: 1º lote de documentos não são um pedido de extradição de Gulen

EUA: 1º lote de documentos não são um pedido de extradição de Gulen
agosto 06
10:08 2016

O porta-voz dos Estados Unidos (EUA), Mark Toner, disse que o primeiro lote de documentos enviado pelo governo turco não constituem um pedido de extradição formal do erudito islâmico Fethullah Gulen.

Durante uma conferência de imprensa diária na quinta-feira, perguntaram a Toner se os documentos enviados pela Turquia constituem um pedido de extradição formal de Gulen.

Uma parcela inicial que recebemos deles [Turquia] não constituíam, crio eu, um pedido de extradição formal”, disse Toner.

O porta-voz americano também disse que, contudo, que subsequentemente receberam mais documentos. “Estamos dando uma olhada neles, e acho que estão tentando descobrir se esse é o pedido completo. E não acho que alcançaram essa determinação ainda. … Não é necessariamente um processo da noite para o dia. Leva tempo para avaliar as evidências que são apresentadas”, disse Toner.

Ele também rejeitou mais uma vez as alegações de que os EUA estejam envolvidos na tentativa de golpe, dizendo que são absurdas. “Estamos conscientes do fato que depois de um evento desses vêm a existir várias teorias da conspiração, várias alegações jogadas por aí, mas a sugestão de que os Estados Unidos estavam de alguma forma envolvidos na tentativa de derrubada do governo – o governo eleito democraticamente de um aliado da OTAN, um importante aliado da OTAN, é simplesmente absurda”, afirmou Toner.

Como resposta a uma pergunta sobre os massivos expurgos na Turquia que ocorreram após a tentativa fracassada de golpe, Toner disse: “Estamos deixando bem claro que o Governo Turco – novamente, apesar de compreendermos a base para suas ações – tenha em mente que ele deve se manter fiel aos seus padrões democráticos. … Mas quanto à extensão ou ao escopo da repressão do governo, se preferir, depois do golpe, estamos observando isso de perto. Expressamos nossos pensamentos a respeito disso aos nossos pares turcos e vamos manter esse diálogo com eles seguindo em frente”.

Um grupo rebelde de soldados, atuando fora da cadeia de comando, tentou dar um golpe militar por volta das 22:00 em 15 de julho. O governo turco conseguiu acabar com a tentativa e começou uma repressão de larga escala por todo o país sobre a mídia, servidores públicos, juízes, promotores e professores, juntamente a rebeldes dentro do exército. As detenções, prisões e expurgos massivos que seguiram à repressão se ampliaram e aumentaram depois que um estado de emergência foi declarado em 20 de julho, concentrando poder formalmente nas mãos do presidente ao permitir que ele e seu gabinete façam leis por decreto.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan acusou o movimento Gulen de estar por detrás da tentativa de golpe e exigiu a extradição do erudito islâmico turco Fethullah Gulen dos EUA. Milhares de servidores públicos, juízes, promotores e jornalistas foram detidos pela polícia turca por supostamente terem ligações com o movimento Gulen.

Enquanto isso, Gulen emitiu uma declaração condenando a tentativa de golpe militar fracassada na Turquia, chamando as alegações de seu envolvimento de “ofensivas”.

O movimento Gulen realiza atividades de caridade por todo o mundo, incluindo educação, distribuição de ajuda humanitária e fornecimento de água potável especialmente em países africanos.

Não se considera que o movimento Gulen tenha influência sobre os militares turcos, que são conhecidos por suas raízes kemalistas, sendo contra o movimento Gulen. Os militares rebeldes que tentaram dar um golpe se denominaram como “Conselho da Paz Em Casa”, em uma declaração que fizeram ser publicada a força através da emissora de TV estatal TRT na noite de sexta-feira. O nome é uma referência a “Paz em casa, paz no mundo”, que é uma frase famosa de Mustafa Kemal Ataturk, o fundador da República da Turquia.

Desde que uma investigação de corrupção eclodiu em 17 de dezembro de 2013, levando à renúncia de quatro ministros do Gabinete, Erdogan vem realizando uma caça às bruxas contra donos de lojas, professores, membros do judiciário, jornalistas e policiais que são acusados de serem afiliados ao movimento Gulen, que também é conhecido como o movimento Hizmet. A investigação de corrupção envolveu o então Primeiro-Ministro Erdogan, membros de sua família e figuras importantes do AKP.

Erdogan acusou o movimento Gulen de tramar a derrubada de seu governo e disse que simpatizantes do movimento dentro da polícia tinham fabricado o escândalo de corrupção. Desde então, centenas de policiais foram detidos e alguns presos por suposta atividade ilegal no decorrer da investigação de corrupção. Erdogan disse abertamente que realizaria uma “caça às bruxas” contra qualquer um que tivesse ligações com o movimento. O movimento Gulen rejeita veementemente as alegações levantadas contra ele.

Fonte: www.turkishminute.com

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